Método
O método da casa
Antes de escrever a primeira linha, antes de escolher as ferramentas, antes de cobrar. Três passos que se repetem em todo projeto que entrega valor.
Entender o problema
A primeira semana de qualquer projeto não tem código. Conversamos pra entender qual é a dor real, quem sente, com que frequência, e o que já foi tentado pra resolver. Esse diagnóstico é o que separa software que resolve de software que existe.
Pergunta favorita da casa: "se não construirmos nada, qual é o pior cenário?" Se a resposta é "fica como tá", o problema talvez não justifique investimento de software. Se a resposta é "perco cliente todo mês" ou "preciso contratar mais gente", aí faz sentido.
O entregável dessa fase é um documento curto: problema, quem sente, custo de não resolver, e três a cinco caminhos de solução com prós e contras. Ele vira a base de tudo que vem depois.
Escolher as ferramentas certas
Escolher tecnologia é decisão de negócio, não capricho técnico. Cada peça do seu software passa por três perguntas: funciona bem pro seu caso? Custa o justo pra manter? Continua firme quando a empresa crescer?
Não temos ferramenta favorita. Temos a ferramenta certa pra cada problema. Projeto pequeno não precisa de estrutura de multinacional, e projeto que lida com dado sensível não pode economizar onde não deve. O tamanho da solução acompanha o tamanho do problema.
E toda escolha tem alternativa considerada e motivo de descarte. Se você perguntar "por que não usaram tal coisa?", a resposta é específica e em português claro, não "porque era mais bonita".
Defender a decisão
Aqui, registrar decisão não é burocracia: é deixar escrito o porquê de cada escolha em linguagem que você entende. O que foi decidido, o que estava em jogo, o que foi descartado e por quê.
Isso te protege. O projeto é seu: se um dia você quiser trocar de fornecedor ou montar uma equipe própria, quem chegar entende as escolhas em uma tarde, sem começar do zero e sem depender da nossa boa vontade.
Parece exagero pra quem nunca herdou um sistema que ninguém sabe explicar. Quem já passou por isso sabe que vale ouro.